O DS foi a casa de muitas ideias, principalmente no Japão. Posso até dizer que foi o último console mais experimental de verdade, claro que a Nintendo trouxe coisas como o WiiU e Switch, mas nenhum deles recebe jogos focados no console, até mesmo o 3DS não foi tão ousado. Provavelmente, as pessoas e estúdios já estavam sem saco de tentar lidar com gimmicks, tentar tirar uma ideia do fundo da mente pra usar de duas telas e uma touchscreen.
Assim como o Wii, os recursos do console acabam sendo uma faca de dois gumes, tendo algum uso bom e criativo, e uma porrada de coisa desnecessária. Consigo lembrar de algumas jóias do portátil como Hotel Dusk, Ace Attorney, Ghost Trick, LoZ Phantom Hourglass, Time Hollow e 9 Hours 9 People 9 Doors. Que utilizam ambas as telas e controle de toque muito bem, às vezes, até o microfone. Mas sempre tem o mais ousado que tentou fazer um pouco de tudo, e falarei não apenas dele como sua sequência, que, surpreendentemente, trouxe muitas das qualidades de um jogo portátil para a nova geração.
Lançado no Japão em 2007, The World Ends With You é um Action RPG que utilizava praticamente tudo do pequeno console, é possivelmente o jogo mais DS já concebido. Utilizando a tela de toque para controlar o personagem principal, Neku, enquanto a tela de cima mostrava sua parceira, Shiki, que era controlada automaticamente, ou usando os botões. O sistema dos Pins, por algum motivo, traduzidos como bótons aqui no Brasil (o que é estranho, mas melhor que chamar de “broche”), utilizam diversos jeitos de usar a stylus para atacar os adversários, ou outras funções do DS, como gritar no microfone.

















