Hoje é dia das mulheres e como não poderia deixar de ser
temos que fazer nossa homenagem às mulheres mais fodásticas dos games com uma
listinha básica sem ordem de importância e favoritismo, mas vale um pequeno
adendo: nesta lista não estão incluídas apenas protagonistas, porque
protagonistas podem ser bem inúteis se não forem bem cuidados, mas são
personagens com importância e relevância, tanto dentro do game, ajudando os
personagens, contribuindo para que a narrativa flua naturalmente, quanto fora
dos games, transmitindo uma bela mensagem ou tornando-se ícones da indústria,
enfim, mulheres fodásticas.
Chun-Li (Street Fighter)
A primeira, é claro, tinha que ser a Chun-Li, não só pelo
seu potencial onanístico, mas pela sua importância história dentro da indústria
dos videogames. Apresentada em Street Fighter II, no longínquo ano de 1991, é a
primeira personagem feminina a figurar num jogo de luta, o que não é uma grande
quebra de tabu para a época, visto que personagens femininas já tinham uma
representação forte nessa época, principalmente no cinema chinês (sim, seus
feministos, assistam mais filmes antes de falar mal dos filmes!), de onde saiu
a inspiração para se criar a personagem.
Samus Aran (Metroid)
Outra personagem feminina de importância história é a Samus
Aran, protagonista da série Metroid. Lançado em 1986 para ser uma amálgama do
gameplay de Mario com o de The Legend of Zelda e fortemente
influenciado por elementos de ficção científica, Metroid tornou-se uma das
franquias mais queridas pelos fãs de videogame, que começam o jogo no papel de
Samus Aran, uma caçadora de recompensas intergaláctica loira, com mais de 1,90m
de altura e que passa o jogo todo explorando o planeta Zebes, destruindo
piratas espaciais e formas de vida alienígenas perigosas.
Mas o seu gênero só é
revelado no final do jogo, uma decisão tomada casualmente, que teve um forte
impacto na forma como os jogadores iriam encarar as mulheres nas décadas
seguintes.
Lara Croft (Tomb Raider)
Completando o panteão principal de mulheres mais fodásticas
dos videogames, um dos exemplos mais antigos e bem sucedidos de protagonistas
femininas é Lara Croft, a arqueóloga mais foda dos videogames. Ela foi
intencionalmente criada para ser uma quebra de paradigma, com um tom de pele
mais escuro (apesar de ser inglesa), uma atitude aventureira, inteligência
superior a de todos os personagens masculinos na série e aparecer sempre suja e
suada.
Isso é interessante, porque poderia ter sido um belo dum tiro no pé, mas
Lara Croft acabou tornando-se um ícone dentro e fora dos games, sendo até capa
de revistas cujo conteúdo nada tinha a ver com videogames, em parte isso se
deve também à época em que ela foi criada. Lara Croft, ao contrário de Chun Li
e Samus Aran, foi criada na era da modelagem 3D, que aproximava sua aparência
da realidade, apesar da tecnologia defasada de seu primeiro jogo.
Jill Valentine (Resident Evil)
Uma das franquias de terror mais bem sucedidas dessa indústria,
tem uma mulher como uma de suas protagonistas. Jill Valetine é uma Agente de
Operações Especiais da Aliança de Avaliação de Bioterrorismo, da qual é
co-fundadora e antes disso foi parte do exército estadunidense, sendo membro da
equipe de treinamento da Força Delta e integrante da equipe Alpha da STARS.
Embora todos esses nomes sejam fictícios, são equipes fodas dentro do universo
do game, tornando ela uma espécie de James Bond com espírito de Dirty Harry,
enfim, uma mulher fodona!
Tifa Lockhart (Final Fantasy VII)
Tifa Lockhart é membro do grupo eco-terrorista Avalanche, é
dona de um bar, expert em artes marciais e é a protagonista feminina do jogo
mais vendido da franquia Final Fantasy, tornando-se um dos ícones da indústria
dos videogames, é uma das primeiras mulheres fortes a serem criadas na era da modelagem
3D, ao lado de Lara Croft.
Bayonetta (Bayonetta)
Tão protagonista que até o jogo leva o nome dela. O jogo é
protagonizado por Cereza, também chamada de Bayonetta, uma das duas bruxas
Umbran, capaz de se metamorfosear, usar diversos tipos de arma, ataques mágicos
e ainda invocar demônios com os seus maravilhosos cabelos.
Lucina (Fire Emblem: Awakening)
Lucina é uma das três protagonistas de Fire
Emblem:Awakening, filha de Chrom do futuro, ela tem a marca de Naga no seu olho
esquerdo, é uma princesa com um forte senso de justiça, que acredita que salvar
o mundo é a sua missão. Seus status podem variar conforme o modo como você
decide prosseguir com o jogo, mas de uma maneira geral, ela começa de maneira
bem simplória, mas com uma taxa de crescimento bem alta, tornando-a um
personagem extremamente forte.
Bonnie McFarlane (Red Dead Redemption)
O primeiro aliado de John Marston, o pistoleiro buscando
redenção no clássico jogo de faroeste da Rockstar, é uma mulher, Bonnie, filha
do rancheiro Drew McFarlane e passou a vida inteira cuidando do rancho ao lado
de seu pai. Irmã de seis homens, cinco deles morreram por doenças ou escolhas
estúpidas, o seu único irmão vivo virou banqueiro em Manhattan, sendo assim,
Bonnie diz que é seu papel tornar-se o “homem” do rancho da família.
Agnés (Bravely Default)
Um dos jogos mais criativos para 3DS tem como protagonista a
“vestal” do vento, Agnès Oblige, que é a única a perceber que o mal está se
aproximando do mundo e corre atrás de companheiros para a ajuda-la na aventura
que está para se iniciar. É a principal personagem jogável do jogo, sem ela, a
narrativa não teria sentido, sua personalidade doce e corajosa, é apaixonante
e, dentro do jogo, é uma das personagens mais fáceis de se evoluir.
Elena (Uncharted)
Criada para ser a versão feminina do protagonista de
Uncharted, Nathan Drake, Elena Fisher é uma ex-jornalista, apresentador de TV e
celebridade, interessada em história, aventureira e par romântico de Nathan,
com quem se casa e acaba por ter uma filha com ele, Cassie. Presente em todos
os jogos da franquia, é muito legal acompanhar o seu desenvolvimento como
personagem, que não funciona apenas como um auxiliar do personagem principal,
mas apresente a sua própria história, com suas nuances, dramas e ritmo.
Kissy (Baraduke)
Tido como o exemplo mais antigo de protagonista feminina nos
videogames, Masuyo “Kissy” Tobi de um jogo obscuro pra caramba desenvolvido
pela Namco e lançado pra Arcades no Japão em 1985, depois foi lançado pra
Playstation numa dessas edições comemorativas que tem vários jogos juntos e
mais tarde pra Xbox 360 e Wii U no “Namco Museum: Virtual Arcade” e “Virtual
Console”, respectivamente. Pela sua importância histórica (e pra essa lista
ganhar ares de “cult”), Kissy merece um lugar aqui.
Alys Brangwin (Phantasy Star IV)
Além de ser um personagem jogável, Alys é a mentora do
personagem principal de Phantasy Star IV, ou seja, sem ela, possivelmente não
existiria jogo ou, se existisse, seria um jogo bem diferente. Ela é uma
caçadora de renome dentro do jogo e assim que ela entra para o seu time, ela
tem um level alto (comparativamente falando), com uma lista de status bem alto,
que vão ficando mais equilibrados, conforme você avança no jogo, excetuando sua
agilidade, que permanece alta até o final.
Sophitia (Soul Edge)
Aparecendo logo no primeiro jogo da série “Soul”, Sophitia é
uma guerreira ateniense que não queria ser guerreira. Filha de padeiros, sua
vida muda quando ela encontra o deus Hefesto, que lhe incumbe com a missão de
destruir a Soul Edge, uma poderosa, que se fosse descoberta traria grande
vergonha ao nome do deus grego. Sophitia, mesmo tendo uma origem humilda,
torna-se uma nobre guerreira e é descrita como honesta, benevolente, fiel,
altruísta e valente.
Princesa Zelda (The Legend of Zelda)
A princesa Zelda não é uma personagem, especificamente, mas
o nome dado às mulheres da família real de Hyrule, sendo, talvez, o equivalente
a Cesar dentro do universo dos jogos. Ela já aparece logo no primeiro jogo,
onde o protagonista, Link, deve resgatá-la das garras do vilão Ganon, ou seja,
ela é a típica “princesa em perigo”, papel muito criticado por feministas hoje
em dia, que não entendem que esse também é um papel importante dentro dos
jogos, aliás, o mais importante, ainda que de forma passiva.
Mas não é tão
simples assim, os jogos da franquia “The Legend of Zelda” contém uma extensa
mitologia, onde as mulheres da família real de Hyrule desempenham um papel
extremamente importante, associadas a parte da Triforce equivalente a
sabedoria, sem a princesa Zelda, Link nunca conseguiria derrotar as forças do
mal dentro dos jogos. É uma das princesas mais icônicas do mundo dos games e,
provavelmente, a que desempenha o papel mais importante dentro de seus jogos e
a que tem a mitologia mais extensa,) explorada e abusada dos games.
Mayna (Legacy of the Wizard)
E pra completar a lista, uma das mães mais fodásticas do
videogame (porque mãe também é mulher), Mayna, a matriarca da família Drasle,
os protagonistas do quarto jogo da franquia Dragon Slayer, “Legacy of the Wizard”.
Mayna merece um lugar nessa lista não só por ela ser uma mãe, mas também por
ser uma mãe e ser uma das protagonistas do jogo!
Geralmente, mães nos
videogames servem apenas como inspirações para os personagens principais
seguirem suas jornadas ou como válvulas de escape para referências freudianas
no roteiro ou simplesmente como curandeiras para o protagonista, que volta pra
casa, deita na cama e recupera sua energia, mas Mayna vai além.
Além de ser um
personagem jogável, ela é o único membro da família que pode usar magia, ou
seja, você vai ter que usar ela no jogo e ela vai desempenhar um papel
importante dentro dele, independente de como você decida prosseguir com sua jornada.
No jogo, acompanhamos a família Drasler na tentativa de destruir um dragão
antigo chamado Keela, preso numa pintura, que está escondida num labirinto.
E essa é a listinha, sem ordem de importância, sem ordem de
favoritismo, se faltou alguma mulher (e eu tenho certeza que faltou), deixe um
comentário, pois nós temos muitos exemplos de mulheres dentro dos jogos, com
sua importância narrativa e até mecânica e sua importância fora dos jogos,
histórica e social.
Feliz dia das mulheres!