segunda-feira, 19 de junho de 2017

Review: Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia

   Após dois jogos novos de Fire Emblem no 3DS, a Nintendo resolveu lançar um remake do segundo jogo da franquia, que só saiu no Japão. Shadows of Valentia difere em alguns pontos da série principal e funciona mais como uma abordagem diferente, com a falta de algumas mecânicas dos jogos anteriores e a adição de outras.


  Primeiramente acho que eu devia dizer que Fire Emblem é um RPG tático, aqueles que parecem um jogo de tabuleiro onde o jogador movimenta os personagens em posições estratégicas para superar o inimigo. É um estilo de jogo que vem me conquistando recentemente e essa franquia é a responsável por isso.

   Depois de passar longe no Awakening, tentar e falhar miseravelmente no Fates, finalmente resolvi me dedicar ao modo hard em Echoes. Me arrependi várias vezes, mas cada fase que eu ganhava a sensação de recompensa era enorme. Para quem não sabe, em Fire Emblem quando um personagem morre ele não volta mais, então jogar no difícil é uma experiência muito interessante, mas não recomendável à pessoas com problemas de coração.

   O jogo é basicamente uma visual novel que, eventualmente, você tem uma batalha tática para jogar. Esse tipo de jogo, na minha opinião, só se sustenta se a história contada for interessante o suficiente, e é o caso em todos os jogos da série que joguei até agora. Para mim, a história do Fates ainda é superior, mas Echoes nem de longe é desinteressante. Uma coisa simples de guerra entre dois reinos escala para algo maior do que se imagina inicialmente.


   Alm é um camponês que almeja algo maior para si mesmo ao mesmo tempo que tem um espírito altruísta. Celica é uma nobre que vive escondida para sua própria segurança, mas sente a obrigação de agir quando a situação se apresenta. Separados na infância, os dois personagens principais seguem jornadas paralelas em busca de um objetivo em comum porém com ideias diferentes de como realizá-lo. Não quero falar muito da história, pois como eu disse acima, ela é grande parte do game e vale a pena para qualquer um que se interesse pelo tema.

   Além dos personagens principais, Fire Emblem é cheio de coadjuvantes interessantes. Você realmente acaba se importando com cada um deles por conta de seus desenvolvimentos e relacionamentos, o que deixa a mecânica de morte permanente muito mais complicada de se esquivar já que você não quer que ninguém morra.

   Uma grande diferença aqui é um aparato que te permite voltar no tempo, retrocedendo até o começo da rodada anterior (ou até mesmo da fase inteira) caso algo dê errado. É um pouco roubado, por assim dizer, em comparação com os outros jogos da série, mas acaba sendo melhor que dar infinitos restarts e essa mecânica possui um limite para não ser abusiva.


   Shadows of Valentia abandona coisas como o "pedra, papel e tesoura" das armas e o sistema de casamento, presentes em Awakening e Fates, porém acrescenta um esquema de dungeons. Nessas dungeons é possível achar itens e fazer um level grind para seus personagens, caso esteja com dificuldade em alguma fase. A diferença aqui é que você realmente controla Alm ou Celica num espaço tridimensional, entrando em batalhas quando encontra algum inimigo só. Uma virada bacana para o game de um modo geral.

   Bom, acho que já me estendi mais do que o normal. Espero que tenha conseguido dar um resumo bom do jogo e, caso não tenha ficado claro, ele é excelente. Joguei 45 horas em 9 dias para zerar, aproveitando demais entre um ataque cardíaco e outro. Algumas coisas da história talvez sejam manjadas, mas é tudo trabalhado com muita atenção aos detalhes. Quem nunca jogou nada de Fire Emblem e se interessa pela franquia, pode comprar sem medo que esse é um jogão.


Nenhum comentário:

Postar um comentário