terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Review - Metal Gear Rising: Revengeance

Todo mundo conhece Metal Gear, aqueles jogos estranhos com um monte de conversa e maluquices japonesas, uns amam, outros odeiam, mas é inegável a  da franquia no mundo dos jogos, seja no quesito de história, jogabilidade e criatividade.


A série possui poucos spin-offs, a maioria é decente, mas foi bem estranho quando anunciaram Metal Gear Rising, um jogo de hack n' slash protagonizado pelo ninja ciborgue Raiden, um personagem "polêmico" entre a fanbase.



A ideia inicial era uma prequel de Metal Gear Solid 4, mostrando a história de Raiden até virar um "Cyber Ninja", mas o jogo deu ruim e o Kojima passou o projeto para a Platinum Games, desenvolvedora de Bayonetta, Vanquish e Mad World, ou seja, um pessoal que manja em fazer jogos de ação frenéticos, mas isso seria bem aplicado a Metal Gear?


Acho discutível, mas visto alguns absurdos que a série fez depois de MGS4, acho que a "evolução" da tecnologia e as loucuras mostradas em Revengeance são aceitáveis, mas independente de ser Metal Gear, Rising é um jogo que se sustenta por si próprio.


A história se passa anos após os eventos de MGS4, diversos grupos de mercenários e empresas militares privadas (Private Militar Company) sendo utilizadas para guerra e proteção de países, Raiden trabalha pra uma PMC chamada Maverick, seu dever é ser guarda-costas de um primeiro ministro de um páis da África (sim, o jogo não especifica qual).



Então a Desperado, uma outra PMC, sequestra o primeiro ministro, mata ele e deixa Raiden fudido, após uns reparos, ele vai investigar a Desperado e, eventualmente, matar todo mundo, afinal não é só vingança é REVENGEANCE(Revenge+Vengeance). Parece ser apenas uma história de vingança meio boba, mas o envolvimento de Raiden na trama é interessante, principalmente pra quem jogou Metal Gear Solid 2 e já sabe do passado dele.




Os personagens seguem o padrão "Metalgeariano", tem um o "herói", um time que te ajuda via codec e um grupo de vilões. Grande parte do elenco parece ser apenas uma cópia de outros personagens da série, mas eu acabei gostando da maioria do elenco, seja dos vilões e suas frases de efeito exageradas, quanto o grupo de suporte via codec e suas conversas amigáveis com Raiden.




Não só a parte de história lembra a série, a jogabilidade é cheia de menções a Metal Gear.


Tem itens de cura, similar as rações, tem revistas safadenhas pra distrair os guardas, tem a caixa de papelão pra tentar fazer um stealth, que até que funciona e te poupa de enfrentar uns inimigos mais escrotos. Até o codec é meio estranho, já que não é necessário de muitas dicas pra enfrentar os inimigos e nem salvar o jogo, é mais interessante pra ouvir as conversas de Raiden com a equipe de suporte, tanto que você pode ouvir os diálogos na tela inicial do jogo.



Quanto ao combate, basicamente é um hack n' slash com alguns "paranaues", o principal é a mecânica de parry, onde você pode evitar alguns golpes e contra-atacar, é até fácil demais, já que tem um indicador de quando inimigo vai atacar e o tempo que Raiden fica na "posição" de parry é grande.



Raiden também um "Blade Mode", onde você pode controlar apenas a direção do golpe da katana, e o Zandatsu, uma mecânica que mostra pontos fracos de um inimigo, se você acertar o ponto fraco, o inimigo perde alguma parte do corpo, ou que Raiden arranque sua "espinha", o núcleo de energia que restaura toda sua vida e barra de energia (ou Fuel Cell), que é necessária pra entrar no Blade Mode em câmera lenta e outras coisinhas.



Desde que o projeto de Metal Gear Rising foi anunciado, a mecânica de "fatiar" foi destacada, sem dúvida ela é bem satisfatória e traz um diferencial bacana no jogo, embora não seja exatamente sempre preciso de acertar alguns pontos, é sempre recompensador cortar aquele filho da puta chato em mil pedaços, o jogo tem até um contador dos pedaços.




Já vi muitas reclamações do jogo ser curto, até dá pra considerar, mas acho que ele tem o tempo ideal, em torno de umas 10 horas no máximo pra zerar, mas no geral ele tem um bom "fluxo", que sempre vai deixando a jogabilidade mais interessante.

Talvez o início seja meio "zoado", já que Raiden não tem muita customização e nem uma variedade de combo maior e algumas mecânicas de combate não sejam bem explicadas.

A parte que mais brilha em MGR são as bossfights. O jogo já começa com uma batalha contra um Metal Gear Ray, e Raiden consegue peitar o negócio de boa, UM METAL GEAR, que faz parte das armas de combate mais perigosas do universo da série, tanto que é o nome da franquia.


Por mais que alguns dos chefes sejam fáceis e até meio chatinhos de enfrentar, a sensação durante as lutas é foda, conforme a luta vai terminando, vai acontecendo cada coisa mais maluca e massavéio, a música deixa de ser só instrumental pra introduzir um vocal que vai deixando a batalha cada vez mais empolgante até no fim e Raiden transformar o adversário em "picadinho".




Além da campanha principal, a versão de PC vem junto com um duas dlcs contando a história de 2 outros personagens Jetstream Sam, o rival "principal" de Raiden, e Bladewolf, um cachorro robô que vira aliado na campanha principal.


As duas campanhas tem uma jogabilidade um pouco diferente, a do Bladewolf tem um pouco de foco em stealth e a do Sam é pura porradaria, ambas as dlcs não tem muita novidades em termos de cenário e inimigos, é mais interessante pra saber os eventos anteriores ao plot do jogo principal e jogar com esses dois personagens diferentes.



Uma comparação bem óbvia, que acho que é feita no jogo, é que Sam é seria um samurai e Raiden seria um ninja. Sam é um personagem mais agressivo com ataques fortes e pesados, que podem matar inimigos facilmente, além de uma "provocação" que deixa os inimigos mais ágeis, com ataques mais fortes e com menos resistência, parece um facilitador, mas os inimigos realmente ficam mais fudidos de enfrentar, então é ideal se você souber controlar Sam de forma adequada.



Já Bladewolf tem uma movimentação bem ágil, afinal ele é um ROBÔ LOBO, e não achei o combate dele muito bom, alguns golpes são até bacanas, mas esse "estilo de luta" dele deve ser um indicador que o foco de Bladewolf ser mais em se movimentar e pegar o inimigo na furtividade.




Metal Gear Rising: Revengeance foi uma boa surpresa, eu já esperava que ele fosse um jogo bacana, mas exatamente esse absurdo massavéio, um spin-off muito bom, com diversas menções a franquia, uma história legal, momentos ridiculamente absurdos, bossfights sensacionais e uma trilha sonora foda.



É fácil achar o jogo por R$20 pra Xbox 360 e PS3, e geralmente entra em promo por uns 12 reais na Steam ou na Nuuvem. ENTÃO JOGUE!!


Também falei um pouco do jogo no podcast de "O que estamos jogando", caso queira ouvir.

Nota: 8

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