terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Review - River City Girls 2

Um dos jogos de 2022 mais aguardados por mim. River City Girls 2 teve um lançamento conturbado, visto que o jogo saiu primeiro no Japão no dia 01/12/2022, sendo anunciado junto de uma edição física com o primeiro RCG. Essa versão possui muitos problemas, parece ser uma build anterior até comparando com o que foi mostrado em trailers recentes e eventos, o que deve indicar algum acordo que obrigou a apressar o lançamento e sair desse jeito.

Posteriormente, o lançamento global ocorreu em 15/12 e alguns defeitos técnicos ainda persistem. O principal sendo o a gameplay estar em 30fps, ou menos, e input delay. Foi disponibilizada uma versão beta na Steam, onde é possível jogar o single player com 60fps, enquanto o multiplayer continua do mesmo jeito. Ainda há alguns bugs e estranheza ainda, mas joguei tanto a versão japonesa no Switch e a atual no PC antes de escrever a review.

Para quem jogou o primeiro jogo, River City Girls 2 é uma expansão de tudo estabelecido antes. Não sei o quanto sucesso ele fez, mas acredito que foi o bastante para a ArcSystemWorks ter mais consideração e dublar o jogo em japonês. Kunio-kun é uma série que tem algum relativo sucesso no Japão, ainda mais comparando com o ocidente. River City Girls parece ter sido a maior atenção global que a franquia teve desde o River City Ransom de NES.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Troféu Locadora 2022


   A sétima edição do Troféu Locadora está aqui para abrir o ano novo, mesmo com o blog respirando por aparelhos. Como todo ano, coisas boas, ruins e inusitadas apareceram na nossa frente nesta indústria que gostamos tanto de acompanhar, então nos ajude a eleger os melhores e piores de 2022, que receberão a Fita de Ouro do LocadoraTV. Caso não consiga votar abaixo, clique aqui.

Também ouça o podcast onde selecionamos os indicados.

BackTracking #12 - Montando o Troféu Locadora 2022

Mais um ano termina e não poderíamos deixar uma das maiores tradições do Locadora de lado. No episódio de hoje, Leonam, Business Cat, Bulmo e Desgraça decidem os indicados para o Troféu Locadora 2022. Se você já quiser votar, entre no post.

   Ouça a gente no Spotify
   Ou assine o nosso feed: http://feeds.feedburner.com/PodcastLocadoraTV
   Envie seu e-mail para: locadoratv@gmail.com

BGM:
Wii Shop Music Theme
Copied City - Nier: Automata
Clocktower Mansion - Super Castlevania IV
The Buzz in the Grotto - Shovel Knight
Funk to the Top - Ollie King
Movement in Green - Final Fantasy X
Theme of Q - Street Fighter III: Third Strike
Get Through Dark - ROCKMANX by Alph Lyla

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

BackTracking #11 - Jogos de 2022


Não deixando a tradição de lado, nos reunimos para falar dos destaques de 2022 nos joguinhos em mais um episódio. Business Cat, Findman e Desgraça tão uma pincelada pelo ano todo e falam de jogos como Gnosia, Pokémon Legends e Scarlet/Violet, The Quarry, Elden Ring, Vampire Survivors e muito mais.

   Baixe a versão em MP3
   Ouça a gente no Spotify
   Ou assine o nosso feed: http://feeds.feedburner.com/PodcastLocadoraTV
   Envie seu e-mail para: locadoratv@gmail.com

BGM:
Music 1 - Shin Megami Tensei: Synchronicity
Phoenix Wright ~ Objection 2001 - Ultimate Marvel vs. Capcom 3
Trunk Twister - Donkey Kong Country Tropical Freeze
Reign - Yakuza Zero
Dead Orca Force - No More Heroes III
Rockin' Rockin' - NEO: The World Ends With You
Isle Four - Cuphead: Delicious Last Course
Mall Meltdown - TMNT: Shredder's Revenge
Beautiful Lie - Danganronpa V3
Finding My Way - 25th Ward: The Silver Case
The Tenements - Bully
blue sky, blue star- Gnosia

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Review - Jojo's Bizarre Adventure: All Star Battle R

O lançamento inicial de Jojo's Bizarre Adventure: All Star Battle foi um tanto infeliz, visto que estava saindo em 2013, no final da vida do PS3. O jogo era parte da comemoração de 25 anos de Jojo, sendo lançado perto do anime que adaptava o primeiro e segundo arcos do mangá, o ponto de maior descobrimento da franquia no ocidente, tanto que foi assim que conheci a série. ASB também veio com um modo Campanha online que necessitava de "energia" para conseguir jogar, o que poderia ser mitigado com microtransações e já sabe... Enfim, não foi um título que joguei, então só estou falando por cima.

Felizmente, a Bandai Namco resolveu relançar o jogo, mudando alguns aspectos, além de adicionar algumas coisas novas, algumas sendo conteúdo reusado de Eyes of Heaven, outro jogo de Jojo pela CyberConnect2. Infelizmente, é um relançamento meio safado e salgado, já que está por 50 dólares, 200 reais na Steam, ou 250 na PSN, além de ter um Season Pass com 6 personagens.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Review - AI: The Somnium Files: nirvanA Initiative

De jogos no qual eu esperava sair uma sequência, estaria mentindo em dizer que AI: The Somnium Files seria um deles, cujo escrevi uma review dele aqui no blog. É mais uma história de Kotaro Uchikoshi, diretor e escritor da série Zero Escape, que parecem serem jogos minimamente populares, mas sempre ficam para trás comparando com esses adventures/visual novels/puzzles na linha de Ace Attorney, Danganronpa e outras coisas com cara da Spike Chunsoft.

Ao menos, AI foi popular o suficiente para render AI: The Somnium Files: nirvanA Initiave, com um título enorme com um trocadilho, seguindo o padrão de outras jogadas de história e visuais do Uchikoshi, que apesar de não ser diretor, ainda é o roteirista, enquanto o diretor é Akira Okada, co-diretor e game designer do primeiro jogo. Não vou afirmar que isso tenha sido uma mudança tão drástica, visto que o maior elemento de narrativa continua na mesma linha dos seus trabalhos, enquanto a jogabilidade é mais refinada e com puzzles menos estranhos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Review- The Last of Us Part 1


A produção de The Last of Us Part 1 é curiosa, após a Naughty Dog concluir The Last of Us Part 2, um jogo enorme em escopo e com grande primor técnico, o estúdio ficou com um time grande de desenvolvedores sem ocupação dentro do estúdio (após Uncharted 4 a desenvolvedora aumentou muito seu número de funcionários para conseguir conceber um projeto dessa magnitude) e como o próximo projeto de Neil Druckmann não entrava em pleno desenvolvimento, a decisão tomada por esse time foi criar um novo projeto para não ficarem como tempo ocioso, já que a intenção era eles participarem da próxima criação do estúdio. Então a ideia de fazer um remake do aclamado jogo de 2013 veio à tona e foi aprovada pela direção do estúdio.

Podemos discutir se um remake de um jogo, que já não é tão recente, é realmente necessário ainda mais se levar em conta que é razoavelmente moderno(tecnologicamente falando), mas confesso que ver uma das minhas narrativas favoritas dos videogames ser recriada pelo com recursos atuais é uma ideia que me fascina principalmente por se tratar de ser recriado com as tecnologias da própria Naughty Dog que é sem dúvida o estúdio com maior primazia técnica da atualidade.

Pra começar, The Last of Us Part 1 não foi "construído do zero" como as propagandas da Sony alardearam, já que aproveita em sua totalidade toda a base do jogo original. The Last of Us Part 1 pode ser descrito com mais exatidão como uma recriação do jogo original. A mesma história, a mesma jogabilidade, a mesma arte, a mesma música e o mesmo roteiro, mas tudo em uma nova e moderna engine e com todas as suas áreas com incrementos, sejam eles mínimos ou não.

Começando pela maior mudança que foi a parte gráfica. The Last of Us Part 1 é feito com a mesma engine da Part 2 e isso traz um caráter mais realista e cinzento do que o jogo original que usava cores mais fortes, o que deixa a violência do jogo ainda mais crua e a Naughty Dog foi esperta o suficiente para transportar o sistema de mutilação da Part 2 para esse jogo, o que faz esse remake ser substancialmente mais violento que o original.

Os ambientes estão mais detalhados e bem mais interativos já que os cenários são mais destrutivos,  reagem melhor aos seus movimentos e não parecem totalmente inertes ao que está acontecendo, paredes são perfuradas com seus tiros, vasos se quebram e até carpetes no chão reagem ao seu caminhar. O esmero visual da Naughty Dog está totalmente presente aqui. 

O remake mantém o mesmo escopo do jogo original com pequenas mudanças na direção de arte, basicamente algumas alterações em posição de objetos, mas com uma quantidade muito maior de texturas, a vegetação ganha muito mais vida e imponência nessa versão, a água é bem mais realista e mais detalhada em seus efeitos e suas alterações no ambiente e jogador, como os reflexos que podemos ver em poças de água ou espelhos.

O sistema de iluminação foi totalmente refeito, as sombras são mais realistas e se encaixam melhor nos cenários, não gerando aquelas situações onde alguns itens do cenário geravam sombras irrealistas, ou até mesmo sombra nenhuma, porém é uma pena o jogo não ter ray-tracing.  O jogo tem o mesmo tamanho de sua versão de 2013 mas parece ser bem mais grandioso.

The Last of Us Part 1 é um deslumbre visual, mas sua sequência continua sendo mais impressionante pelos seus cenários que são tão detalhados quanto os dessa versão mais bem maiores e mais ricos em diversidade, porém é louvável o trabalho de reconstrução que a Naughty Dog completou nessa nova versão.

A história permanece inalterada, percebi apenas dois easter eggs que contribuem para o enredo da parte 2, mas devido a utilização das gravações do jogo original com a remodelação completa de todos os personagens, The Last of U part 1 consegue se destacar ainda mais com as performances dos atores, que conseguem transmitir suas emoções com exatidão, já que suas expressões faciais são fielmente reproduzidas o que deixa a história do jogo ainda mais rica.

A base de gameplay é a mesma do jogo original mas com incrementos bem vindos como a reformulação da Inteligência Artificial, os inimigos tem mais movimentos e comportamentos mais variados e eles não são mais cegos ao ignorar seus aliados na frente deles e seus aliados não se enfiam mais dentro do campo dos adversários a todo momento. Os movimentos também são um pouco mais fluídos graças às novas animações e pelo jogo correr a 60 quadros por segundo no modo de desempenho(o ideal para jogar). The Last of Us nunca esteve tão bom de jogar, mas fica um vazio por não ter aproveitado as mecânicas que surgiram no 2, ou até mesmo criar novas, soa como uma oportunidade desperdiçada.

Algo que merece destaque é o som do jogo, joguei usando o headset Pulse da Sony e tornou a experiência ainda mais profunda, o jogo ganha uma nova camada de terror jogando dessa maneira, é profundamente agoniante ouvir os clicks de um Clicker vindo lentamente em sua direção.

The Last of Us Part 1 é um jogo tecnicamente brilhante que enche os olhos, é realmente emocionante jogar um de seus jogos favoritos nesse nível de qualidade, mas durante toda a jogatina fica uma sensação de que poderia ser algo mais principalmente se levar em consideração o que foi feito em The Last of Us Part 2, a sensação é que uma grande oportunidade foi desperdiçada. É importante destacar a desonestidade da Sony em  cobrar preço cheio sobre esse jogo. O remake de Shadow of the Colossus foi feito nos mesmos moldes desse(reformulação visual e mantendo a mesma base de gameplay) e com rigor técnico tão bom quanto essa versão, mas foi lançado por 40 dólares. The Last of Us Part 1 é lançado por quase o dobro(70). Sony nunca foi conhecida por prezar pelos seus fãs mas às vezes o golpe é baixo demais.


7/10

sábado, 6 de agosto de 2022

Review- Prey



A franquia Predador é extremamente sofrida, começou com um clássico do cinema de ação com Predador(1987) estrelado por Arnold Schwarzenegger que era um filme slasher denso e com um grande embate entre uma das maiores estrelas de ação de todos os tempos e um inimigo que se tornou icônico. Depois disso Predador teve uma sequência bem ruim em 1990 estrelada por Dany Glover, os malfadados crossovers com a franquia Alien, o que gerou um dos piores filmes já feitos que foi Alien vs Predador 2, um medíocre filme produzido pelo Robert Rodriguez, e um filme medonho dirigido por Shane Black no qual passou por vários problemas de produção. Então depois de tantos fracassos seguidos é surpreendente que mais um filme da franquia seja lançado.

Se passando em 1719, Prey(me recuso a utilizar o ridículo título brasileiro) conta a história de Naru (Amber MidHunter) que tenta se provar digna de ser uma caçadora, mas ela acaba presenciando a chegada de uma nave que transporta um alienígena caçador que vai matando tudo que seja identificado como uma ameaça por ele, Naru então tem que se superar para se manter viva e proteger seu povo.

Prey já começa tendo uma ambientação riquíssima ao explorar os Comanches em sua terra natal, o diretor(Dan Trachtenberg) consegue explorar muito bem o cenário do filme ao utilizar planos abertos e bem hábil ao retratar passagem de tempo usando esses planos grandes e longos para fazer transições de cenários que acabam sendo bem elegantes e bonitos. Aliás, o terceiro ato é um espetáculo por utilizar um novo elemento visual dentro da narrativa e esfriar as paletas de cores, o que cria um contraste bem forte com o banho de sangue que é jorrado na tela.

Como um filme montado a partir de seus set pieces, Prey não desaba narrativamente como filmes estruturados dessa forma pois consegue ter um bom fio condutor com a performance de MidHunter como Naru, seu desenvolvimento durante o filme é tocante, a forma sempre determinada que atravessa um obstáculo atrás de outro sempre com enorme dificuldade mas sem nunca perder o foco e sempre aprendendo com cada desafio que lhe aparece, então seu confronto final contra o Predador torna-se crível e a resolução perfeita para sua jornada pessoal.

E se a narrativa funciona, as cenas de ação são o ápice do filme. As cenas são de uma brutalidade grande, são pesadas por serem cruas e sem exageros, perceba como a trilha sonora soa ausente nessas cenas e o som se foca no impacto dos golpes desferidos e nos ferimentos causados. O Predador mesmo se move com velocidade e peso, o transformando numa legitima máquina de matar que se torna extremamente ameaçador devido aos estragos que ele causa. Para causar esse pavor no espectador, o diretor introduz o alienígena sob o ponto de vista da protagonista e à maneira avassaladora que ele luta contra um urso é perfeita para nos ambientar sob o absoluto terror que a Naru irá vivenciar, a cena é filmada em planos fechados, e ao final se abre em um plano de alta profundidade com uma grandiosa imagem do Predador. Um movimento clichê mas muito eficiente para causar impacto e primordialmente bem executado.

É belo notar como Prey é também um filme sobre a natureza e como esses espaços são bem conectados, não se entregando a uma retratação pasteurizada e mostrando a violência que reina nesses ambientes, como no instante que Trachtenberg retrata como funciona uma cadeia alimentar(e o desfecho é profundamente apropriado), também como a protagonista vai utilizando do próprio ambiente como suas armas depois de sofrer por causa desses próprios espaços. Os duelos do Predador contra animais(infelizmente feitos em CGI, mas convincentes) são todos bem viscerais e violentos, o design de produção é bem eficaz ao manter as cicatrizes do Predador durante o longa e ele vai basicamente se modificando e se adaptando a cada cena e todas as suas armas parecem se encaixar na época sem parecer forçado ou algo muito injusto contra seus inimigos.

O mais interessante de Prey do ponto de vista técnico é sua linguagem. Dan Trachtenberg é parte de uma geração de jovens cineastas que carregam influencias cinematográficas tanto quanto influencias que vem dos videogames, outros nomes dessa geração são Duncan Jones(Lunar) e Michael Vogt-Roberts(Kong). Prey não é como uma simulação de videogame(isso geralmente não funciona) mas às referencias são explicitas, que vão de momentos tirados de God of War(2018) e da franquia Assassin's Creed. As influências vão desde de recriação de clássicos momentos desses jogos, aspectos visuais ou até mecânicas de jogabilidade. Não é uma nova linguagem que se forma no cinema mas é algo interessante de se observar.

Prey é uma revigorada forte e criativa em uma franquia que já estava acabada devido a uma série de filmes catastróficos, falar que é o melhor filme desde o original parece não ser grande coisa mas é seguro dizer que é um filme que está no mesmo nível que o clássico de 1987 e isso sim é um feito enorme e coloca Prey como o filme mais surpreendente do ano. Palmas.


9/10


sexta-feira, 1 de julho de 2022

Review - TMNT: Shredder's Revenge


Com o lento mas vigente renascer de beat 'em ups mais recente, a Nickelodeon decidiu trazer mais um jogo do gênero para a vida, seguindo com o legado dos beat 'em ups das Tartarugas Ninja da Konami. Desenvolvido pela TributeGames, onde parte da equipe já trabalhou com os répteis mutantes em seus jogos de GBA, que são decentes, assim tivemos Shredder's Revenge, que parece um sonho realizado após muitos anos, tanto para fãs de beat 'em up, quanto para fãs dos heróis de carapaça.

O que já chama atenção são seus méritos estéticos, a pixel art é muito colorida e vibrante. Cada personagem tem seu estilo de golpes transpostos em animações fluídas e criativas, como Michelangelo tendo um gingado em seu combo padrão usando os nunchakus, ou seu golpe com rasteira ser ele se jogando no chão e deslizando com o casco. Esse esmero visual se estende também aos inimigos e cenários, mesmo tendo diversos tipos de ninja do Clã do Pé, cada cor de ninja tem golpes únicos, além de encontrá-los fazendo alguma coisa na fase, como tomando sorvete na frente do zoológico, ou roubando peças de carro pela rua, o que é um elemento da "narrativa", que pode ser visto em outras partes do jogo.