sexta-feira, 4 de maio de 2018

Review - Splinter Cell: Double Agent

Escrito por O Discreto

Lançado em duas versões, uma em 2006 para a geração do PS2 e outra em 2007 para a geração do PS3, Splinter Cell: Double Agent é o quarto jogo da franquia criada pela Ubisoft. Neste jogo o agente Sam Fisher volta com uma missão que têm uma carga psicológica forte, já que as ações envolvem dilemas que são difíceis de resolver e causam conflitos entre o que é certo e errado e até onde se pode ir para cumprir um objetivo.
A história do jogo mostra Sam aceitando uma missão em que ele terá que agir como um agente duplo, se infiltrando em um grupo terrorista americano. O motivo que o leva a aceitar algo dessa dificuldade é a morte de sua filha, que acontece enquanto ele está em ação. Depois da tragédia o protagonista não tem mais nada a perder, então seu supervisor Irving Lambert resolve designar essa missão para ele. O primeiro passo para se infiltrar no grupo terrorista é colocar Sam na prisão, e a agência em que ele trabalha, a NSA, coloca ele lá, com isso ele faz amizade com um membro da JBA (nome do grupo terrorista que é o foco do trabalho como agente duplo).
Ao fazer amizade com o membro da JBA, Sam é apresentado para o líder do grupo e é mandado para missões a serviço dele, enquanto o protagonista finge ser parte do grupo, ele tem que investigar e conseguir informações para desmantelar os planos dos terroristas, planos esses que muitas vezes ele tem que ajudar a pôr em prática. Essa dinâmica de conflito de objetivos é bem explorada pelo jogo, que traz uma barra de confiança entre as organizações, e mesmo que você seja da NSA e tenha que acabar com a JBA, caso faça muitos objetivos para os terroristas a sua própria agência começa a desconfiar de você, esses conflitos acrescentam muito para o jogo e dão uma dualidade interessante.
 
Como eu mencionei no início do texto, o jogo possui duas versões, e elas são completamente diferentes, não só em termos gráficos, mas também no enredo que apresenta para o jogador. A versão para a geração do PS2 apresenta mais missões e tem mais detalhes na história, mostrando cenas entre as missões que contextualizam bem o que está acontecendo entre cada atitude que Sam toma. A segunda, que é da geração do PS3, traz menos missões, todas diferentes da outra versão, além disso, o gráfico é muito superior, trazendo muito mais detalhes nos cenários e no protagonista, e mesmo sendo um jogo antigo o visual é decente até para os padrões de hoje. No fim uma versão acrescenta em história e a outra em gráfico, jogar as duas é uma experiência legal, já que cada uma tem seus prós e contras e julgar uma como melhor que o outra não faz muito sentido, pois são abordagens diferentes para a mesma história.
Na parte de jogabilidade a Ubisoft manteve a fórmula dos jogos anteriores da franquia, ou seja, ser cauteloso e agir em stealth é a abordagem para cumprir os objetivos, matar menos inimigos e esconder corpos ajuda a não ser percebido, ter paciência é a alma do negócio. Splinter Cell: Double Agent é um jogo bom que traz ideias que não são muito exploradas no gênero, adicionando uma carga emocional na história e mantendo a qualidade e a mecânica para os fãs da série.

Nota: 8.5

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